Refletindo sobre o início da internet, percebi uma relação muito tênue com o sacerdócio. Explico, quando as primeiras pesquisas geraram o que hoje conhecemos como a Internet, percebe-se um interesse claro da criação pela criação. Algo que determinados pesquisadores sabem muito bem: vai-se encantando pela descoberta e investe-se nela, e não se pensa se ela vai te render lucros ou algo assim.
E o sacerdócio? Bom, ambos em sua essência buscaram o crescimento desinteressado e livre. Uma pessoa que se dedicou a fé, espiritualmente falando, não visa/va lucro. É claro que existe uma película muito fina nisto, e sair de um lado para o outro, não é em si uma questão de ética, digo pela internet e tics em geral.
Outra reflexão, em relação ao sacerdócio, é a dedicação e o desejo de crescimento, do conhecimento do Evangelho pra todos, sem restrição, sem barreiras de fronteiras. Isso não te faz lembrar algo?
É inegável que a sociedade letrada, a sociedade da informação, de uma certa forma nasceu, quando inventaram a imprensa, lembra da Bíblia de Gutemberg? Enfim, é impossível não ver relação.
Recomendo:
CASTELLS, Manuel. Inovação, Liberdade e Poder na Era da Informação. In: MORAES, Dênis de (Org.). Sociedade Midiatizada. Rio de janeiro: Manuad Editora, 2006. pp. 225-231.

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